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Reportagem Jornal Expresso: Procedimentos estéticos ilegais geram centenas dequeixas e levam pessoas com sequelas graves aosconsultórios médicos

  • Foto do escritor: SPME
    SPME
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

A Sociedade Portuguesa de Medicina Estética (SPME) alerta para o aumento

significativo de casos de intrusismo na área da medicina estética, uma realidade

preocupante que tem conduzido a complicações clínicas graves e a um número

crescente de denúncias.


''A SPME recebe anualmente mais de uma centena de denúncias de casos de intrusismo -“atos médicos efetuados por não médicos”, sobretudo reportadas por profissionais de saúde.


Desde 2022, e depois de excluírem denúncias repetidas, registou 318 queixas - 19 apenas nos primeiros três meses deste ano. “Mas isto é apenas uma amostra”, assegura Pedro Melo, já que nem todas as situações são denunciadas. As queixas são posteriormente enviadas para a Ordem dos Médicos, para a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e para a Entidade Reguladora da Saúde.’’ - Fonte: Expresso


O fenómeno do intrusismo tem vindo a intensificar-se, impulsionado por fatores como

o facilitismo, a procura de preços mais baixos e a disseminação de informação não qualificada através de redes sociais e plataformas digitais. Esta realidade tem permitido que profissionais sem formação médica adequada realizem procedimentos estéticos, muitas vezes com recurso a produtos não certificados e em espaços não licenciados.


‘’E, como se trata de pessoas “sem formação e especialização” a realizar um “ato

médico”, os tratamentos nem sempre correm bem. Nos melhores cenários, os clientes

realizam os procedimentos para afastar os “pés de galinha”, pagam “mais barato” e não

veem mudanças significativas ou duradouras. Noutras situações surgem “complicações” e

são obrigados a “recorrer a profissionais habilitados” para as remediar.'' - Fonte: Expresso


As consequências são, em muitos casos, graves.

Para além de resultados insatisfatórios do ponto de vista estético, têm sido reportadas complicações como infeções, assimetrias, necroses e, em situações mais extremas, risco de cegueira irreversível associado à aplicação indevida de ácido hialurónico. Também a

utilização de toxina botulínica fora de contexto médico levanta preocupações de

segurança.


No âmbito deste tema, o Dr. Pedro Melo, médico e responsável pelo departamento do

ato médico da SPME, destacou recentemente, em entrevista ao Expresso, a

importância de reforçar a literacia da população, sublinhando que a realização destes

procedimentos exige conhecimento aprofundado de anatomia, técnica e capacidade

de resposta a complicações.


As pessoas precisam de saber onde depositam a cara e a saúde”, lembra o porta-voz

da SPME. Portanto, se quiserem realizar estes procedimentos, devem garantir que o

profissional “está inscrito na Ordem dos Médicos” e que tem formação. É ainda

recomendado que confirmem que o espaço está licenciado e saibam qual o produto que

vai ser aplicado, aponta.'' - Fonte: Expresso


A SPME reforça que a medicina estética é um ato médico e, como tal, deve ser

praticada exclusivamente por médicos devidamente qualificados e inscritos na

Ordem dos Médicos, em ambientes clínicos adequados e com recurso a produtos

certificados.


Neste contexto, a Sociedade mantém o seu compromisso ativo no combate ao

intrusismo, promovendo a segurança do doente, a qualidade dos cuidados prestados e o

rigor científico na prática da medicina estética, bem como a sensibilização da população

para a importância de escolhas informadas e seguras.


Pode consultar o artigo completo no jornal impresso ou no seguinte link:

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